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O regime híbrido entre o trabalho remoto e o trabalho presencial continua a conquistar fãs em Portugal.

Promovido pela Marco, em parceria com a Cint, o 3.º Relatório Global de Consumo revela que 53% dos trabalhadores portugueses preferem o modelo híbrido de trabalho, valor que supera os 44% da média europeia.

É um novo aumento e mostra que o regime de trabalho remoto, que entrou na vida dos profissionais com a pandemia, veio para ficar.

Os dados foram divulgados recentemente pelo Instituto Nacional de Estatística: das cerca de cinco milhões de pessoas empregadas, mais de um quinto trabalhou a partir de casa (sempre ou pontualmente), no primeiro trimestre de 2024.

Em apenas um ano, mais 68 mil trabalhadores passaram a dividir regularmente os seus dias de trabalho entre o escritório e a sua casa, havendo agora, no total, 364 mil portugueses nessa situação. O modelo predominante é aquele que garante que todas as semanas os trabalhadores ficam alguns dias a exercer as funções à distância.

Se compararmos com os últimos três meses de 2023, houve um aumento de 11%, isto é, mais 102 mil indivíduos passaram a trabalhar a partir de casa. Já face ao início de 2023, houve um aumento de 10%, isto é, mais 94 mil indivíduos passaram a trabalhar a partir de casa, de acordo com as contas do ECO.

 

Qual o modelo de trabalho híbrido mais popular?

Dentro do regime híbrido, o mais popular é aquele que garante que os trabalhadores passam todas as semanas alguns dias em trabalho a partir de casa. No total, entre janeiro e março, 266,6 mil trabalhadores praticaram esse sistema.

Ora, no início de 2023 tinham estado menos de 200 mil pessoas nessa situação, o que significa que se registou agora um aumento de quase 35%. São quase mais 69 mil pessoas a trabalhar alguns dias por semana em casa do que há um ano.

A preferência pelo regime híbrido entre o trabalho remoto e o trabalho presencial não é uma surpresa, tendo em conta que já vinha sendo sinalizada em vários estudos realizados por empresas de recursos humanos.

De acordo com a Hays, “Os profissionais estão a mostrar resistência em aceitar novas propostas que contemplem modelos de trabalho 100% presenciais. Nos casos em que não é possível optar por um modelo híbrido (o mais consensual), o caminho parece ser procurar novos desafios profissionais“.

 

Este equilíbrio não é fácil para as empresas mas a conclusão é clara: a presença no escritório é crucial para a transmissão da cultura empresarial e para a promoção de um ambiente inovador, e as empresas devem encontrar um equilíbrio entre a flexibilidade do trabalho remoto e os benefícios colaborativos do trabalho presencial para cultivar uma cultura vibrante e impulsionar a inovação.

 

Fonte:

EcoSapo

INE

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