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Quiet ambition é uma tendência mundial corporativa em que os profissionais estão a rejeitar posições de liderança e a redefinir o significado de ambição. Tudo em nome da saúde física e mental e do equilíbrio de vida, avança a Forbes. Este fenómeno poderá ameaçar a sucessão nas empresas, uma vez que ser-se gestor ou ter um cargo de chefia na empresa já não é algo que este público (geração Z) almeje.

Esta mudança está a causar o desmoronamento da escala corporativa, de acordo com um estudo da Visier de agosto de 2023, que mostra que os colaboradores evitam cargos de liderança em favor do tempo livre.

Mas o que significa esta mudança de prioridades para os colaboradores? Existe realmente uma falta de ambição? Estará ameaçada a escala corporativa?

De acordo com um estudo da Visier que entrevistou 1.000 funcionários em tempo integral nos EUA, os líderes empresariais podem ter um problema de sucessão nas mãos: os colaboradores das empresas por norma não querem gerir pessoas, apenas 38% dos colaboradores estão interessados em fazê-la na sua organização atual. Os restantes 62% preferem permanecer como contribuintes individuais. Da mesma forma, apenas 36% dos colaboradores estão interessados em gerirem pessoas numa organização diferente, indicando que não é a organização que faz a diferença, mas sim a perspectiva da função e das responsabilidades a ela associada.

Algumas das razões que impedem os colaboradores de ambicionar subir na carreira, de acordo com um estudo da Visier:

– Expectativa do aumento de stress e pressão: 40%

– Perspectiva de trabalhar mais horas: 39%

– Sente-se feliz com a função atual e não quer mudar: 37%

– Falta de interesse nas responsabilidades de liderança: 30%

– Compromissos pessoais ou interesses fora do trabalho que prioriza: 28%

 

Embora no passado atingir um cargo de chefia possa ter sido um objectivo, hoje em dia isso não é prioridade. As ambições dos funcionários encontram-se fora do local de trabalho.

Quando questionados sobre o quão motivados estão para ter sucesso na sua organização atual, 63% dos entrevistados dizem: “Eu preocupo-me em ter um bom desempenho, mas não vou comprometer o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal”.

Se a maioria dos funcionários não está interessada em gerir pessoas, promoções ou cargos mais altos de chefia, o que desejam eles?

67% dos inquiridos desejam passar tempo com a família e amigos, 64% deseja ser fisicamente/mentalmente saudável, 58% quer viajar e 54% tem como objetivo conseguir um aumento.

Para reter talentos, um bom ordenado é importante. Mas não é tudo!

As empresas também devem:

– Oferecer outros benefícios atrativos;

– Criar um ambiente de trabalho positivo;

– Oferecer reconhecimento e ter uma boa comunicação;

 – Investir na formação dos colaboradores;

 – Ser flexíveis e oferecer a possibilidade de trabalho remoto.

Com base nestas novas tendências em relação à ambição no trabalho, abre-se um horizonte de possibilidades para quem almeja alcançar altos cargos.

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